Espaço destinado à discussão entre o marketing e a literatura. Também uma visão muito particular dos livros que ando lendo.

Mais informações sobre a autora:
Cristiane, publicitária e aficcionada por livros.

 

Aficcionados por séries

Uma boa ideia para você que gosta de seriados da TV é ler algum livro que deu origem a um seriado, como Dexter ou Guerra dos Tronos. É muito bacana ler livros sobre séries por que é um ótimo jeito de saber mais sobre a sua série favorita alem de viajar mais nos seus personagens favoritos.

Gosto muito da série Dexter que passa na FX. É a história de um serial killer que mata pessoas más, assassinos também. É uma série cheia de suspense mas também é muito gostosa de assistir por que ela meche muito com o psicológico e nos faz ficar na duvida se o Dexter é realmente mal. Por gostar muito da serie, comprei recentemente o livro que deu origem a ela.

É um livro muito legal, principalmente para quem acompanha a série desde o começo e viu a primeira temporada, já que ela é baseada no livro. É um ótimo jeito para recordar como foi a primeira temporada. O livro mantém o mesmo tom sarcástico da série de TV e é sem duvida uma obra única e que vale muito a pena a leitura.

Ver o livro que você gosta virando uma serie de TV é o máximo que pode acontecer com um leitor que amou o livro. A serie é muito mais fiel ao livro do que um filme, por causa do tempo que ela tem disponível e por isso mesmo agrada mais quem gosta de ver exatamente o que foi escrito ter vida na tela. É uma oportunidade única tanto para os amantes de séries como para os amantes de livros.

Ideias para o Natal

Recebi recentemente a sugestão de fazer um post sobre livros de natal ou algo do gênero, e ai me veio a idéia de fazer uma lista de presentes de natal para quem gosta de ler, seja para amigos ou familiares. Livros são ótimos presentes porque fazem as pessoas saírem de sua realidade e irem para um local diferente e conhecer pessoas novas.


O primeiro é o Um Dia, de David Nicholls, (meu livro preferido dente os que li esse ano) que é muito indicado para todos, mas por ser uma história de amor é bom para presentear mulheres. Já fiz aqui no blog um post sobre esse assunto aqui no blog, você pode ver aqui.

O segundo, que também já escrevi aqui no blog é o Homem de Beijing de Henning  Mankell, (leia aqui) que é um suspense indicado para todos os públicos, principalmente para aqueles que se interessam pelo mundo oriental e de conspirações internacionais.

Um livro muito legal para as crianças de todas as idades é Diário de um Banana, de Jeff  Kinney, uma história muito divertida que todas as crianças de todas as idades adoram, li o primeiro em um dia e  já estou partindo para o segundo. Meu irmão que tem 10 anos leu o primeiro em dois dias, o livro é muito bom mesmo, um grande estímulo para a leitura das crianças, indico muito principalmente para as crianças que não gostam muito de ler por que o livro é muito engraçado. Outra do mesmo gênero é O Dia em que Nate Entrou pra História de Lincoln Peirce, que também segue a mesma linha e também é ótima pra todas as crianças.

Outra dica ótima para quem gosta de sagas é Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin. Essa série de livros baseou a série homônima da HBO. Uma coleção excelente e cheia de aventuras, que pode ser dada tanto para adultos como para adolescentes.

Outro livro maravilhoso que é também um saga é Eragon, de Christopher Paolini. Em novembro agora foi lançado o ultimo capítulo da série, o Inheritance, que ainda não tem tradução mas é o presente ideal para qualquer fã da série que saiba inglês, e ainda funciona como um aprendizado a mais por que o livro é realmente instigante e pode ajudar adolescentes nessa matéria na escola. 

Um ótimo livro para quem gosta de viajar para algum local diferente é o TerraMareAr, de Ruy Castro e Heloisa Seixas, um livro maravilhoso no qual eles contam suas aventuras por diversos países só que de uma forma divertida e maravilhosa. Eles sempre vão para locais inusitados das cidades como a casa de algum famoso ou o local que ele freqüentava. É um livro ótimo para quem adora viajar e conhecer locas novos. 

Livros são sempre um ótimo presente e altamente indicados em qualquer natal e aniversários.

Magia real dentro do irreal

Existem muitos livros que abordam a metalinguagem, um livro que fala de um livro. Um bom exemplo é Coração de Tinta,  de Cornelia Funke, que baseia sua história em seres que viram de livros para o mundo real.

Isso ocorre porque os livros geram em nós uma grande fascinação, temos a impressão que algo ocorre lá dentro uma vez que quando abrimos o livro já está tudo pronto pra gente ler, como se a história estivesse acontecendo somente para nós naquele momento em especial.

Temos os livros que tratam de histórias que de fato aconteceram, como biografias ou livros de história mundial ou nacional mas o que mais fascina e nos faz ter ilusões são os livros que tratam de fantasia, de ambientes que não são reais e de cidades e personagens fantásticos e com poderes especiais.

Não é de se estranhar que tenham tantos livros que tratam de histórias fantásticas tenham virado filmes porque sua influência na mente das pessoas é tamanha que não nos basta imaginar, temos que ver e sentir aquilo que está escrito. E é em busca desse sentir que surgem os parques temáticos como o Jurassic Park e o parque do Harry Potter na Disney.

Somente com parques e filmes podemos sentir mais a história e a fazer real. E somente com livros podemos tentar entender sua magia enigmática.


(Este post faz parte da Coluna Marketing Literário no Mais1Livro, veja Aqui o post.)

Falta de inspiração

Atualmente ando sem inspiração e sem tempo de escrever aqui, por isso abandonei um pouco o blog. Mas essa falta de inspiração não acontece somente conosco, meros mortais, acontece também com grandes autores.

 A falta de inspiração pode ser facilmente solucionada, lendo sobre assuntos relativos aos que se está escrevendo ou até mesmo assuntos que não são em nada relacionados com o que se escreve mas que de vez em quando servem de inspiração. As melhores são aquelas que surgem quando a gente menos espera, basta somente estarmos com a mente aberta para ver um assunto interessante para ser escrito.

Além dela muitos outros fatores interferem na criatividade de um escritor,  como sair da rotina que ele teve pré estabelecida para escrever ou eventos que por ventura influenciam no seu emocional.

Sempre o problema é começar a escrever, uma vez começado, ele flui facilmente…

Fidelidade às editoras?

Sempre quando via em filmes eu achava uma ideia muito legal participar de clubes do livro, porém nunca tinha achado nenhum aqui no Brasil que eu pudesse participar. Até que eu vi no Twitter que a Companhia das Letras e a Livraria Saraiva estavam organizando um. Prontamente me inscrevi e recebi um email com mais informações, como o titulo e o local exato.  O livro foi o Príncipe do Nicolau Maquiavel e o local foi no Shopping Paulista.

Achei muito bem organizado, gostei bastante de ter participado de uma iniciativa pioneira da Companhia. Como o clube do livro é deles e da Penguim, somente serão trabalhados títulos dessas duas bandeiras, o que aumenta as suas vendas bem como a fidelidade com a marca da editora.

Mas aí a pergunta que me vem a cabeça é se existe fidelidade à uma editora, visto que, com exceção aos textos clássicos de domínio publico, não encontramos o mesmo autor publicando em duas editoras ao mesmo tempo.  O mais provável que acontece é você se fidelizar ao autor e ao seu jeito de escrever, visto que a maioria das editoras não se restringem a um gênero apenas. Acredito que a maior preocupação das editoras seja atrair autores vendáveis mais do que fidelizar sua marca como editora na mente do consumidor.

E atraindo leitores vendáveis as editoras consequentemente fazem seu nome como editora de livros de qualidade, como por exemplo a já citada companhia que me acompanhou desde pequena com livros que lia na escola, como por exemplo Lá vem a História e muitos outros que me contribuíram a minha paixão e até hoje muitos dos meus preferidos são dela, como os de Fernando Pessoa.

A maior preocupação das editoras deve ser conseguir autores bons e vendáveis para fazer seu nome no mercado e consequentemente, atrair mais autores vendáveis com seu nome forte como editora.

Ler nas livrarias

Antes de comprar um livro sempre sento e procuro ler um pouco do livro, para ver se ele me encanta e se a leitura é fácil e gostosa.

Hoje fui me sentar para ler na Saraiva do Shopping Paulista, na parte dos livros jurídicos, que tem quatro cadeiras de escritório e uma mesa, o que facilita muito a leitura de livros e revistas, inclusive tem ali na mesa alguns exemplares de Veja para leitura. 

Foi a primeira vez que me sentei lá e devo admitir que foi uma experiência muito agradável uma vez que é um local mais reservado e propício para a leitura. Sempre me sento nas poltronas no meio dos corredores mas elas são incomodas e devido ao alto fluxo de pessoas, a leitura fica mais distraída.  Na livraria Cultura também há poltronas mas também são no meio da circulação das pessoas e para quem se distrai fácil também não é uma boa opção.

Não acho que a livraria tenha que ser igual a uma biblioteca, silenciosa para lermos os livros mas acho que ter a oportunidade de ler um livro antes influência muito na hora da compra, e lê-lo com calma em um local mais reservado nos ajuda muito mais a ficar com mais vontade de ler o livro. Por exemplo hoje eu fiquei cerca de duas ou três horas lendo na escrivaninha onde li uma boa parte do livro e acabei levando o livro para ver o que vai acontecer.

Sentar para ler auxilia muito na hora da compra, pena que não podemos fazer isso sempre, por falta de tempo ou local adequado.

O que nos leva a comprar um livro?

As decisões de compra são sempre difíceis, ainda mais quando se tratam de livros, uma vez que eles vão passar conosco algum tempo que pode ser desde uma semana até alguns meses, dependendo da velocidade com que se lê o livro.  Levamos em conta muitos fatores que são de vital importância para a escolha que faremos. 

Quando temos uma indicação estamos muito suscetíveis à ideia de comprá-lo e não levamos tanto em consideração fatores externos como o livro em si e suas características.  Porém o problema começa quando não sabemos o que vamos ler e temos que escolher um livro, personagens e uma vida inteira para nos acompanhar e é aí que as decisões se complicam.

A primeira coisa que vemos é a capa, analisamos primeiro suas cores, as pessoas ou personagens presentes, como eles se apresentam e como eles nos fazem sentir. Depois vamos para o titulo, quando o lemos e vemos como ele completa a  imagem e como eles de complementam, qual é a relação e como ela se comunica para nós.

Depois olhamos a parte de trás do livro, para obtermos mais informações sobre a história. E aqui vemos que há vários tipos de contracapas, como por exemplo, temos aquela que não tem nada escrito ou que tem somente uma frase do livro mas que por si só não conta nada sobre a história, ambas normalmente são usadas por livros já consagrados. Outra técnica é comentar um pouco da história juntamente com depoimentos de quem leu o livro, observa-se bastante essa nos livros importados. Também há a que cita um pouco da história e um pouco do autor. A última que eu cito é quando se conta um pouco da história e nos instiga a leitura, o mais comum.

Se o livro nos segurou até ai, observamos as orelhas do livro, que contam mais sobre a história e sobre o autor. Aqui a decisão já está quase tomada. Se faltar alguma coisa, podemos ler a primeira página do livro e ver como ela se apresenta e, se a história nos fizer querer ler o resto, compramos o livro.

A decisão é complexa e depende de muitos fatores, assim como qualquer decisão de compra, mas creio que o livro, por ser uma decisão de um prazo relativamente longo, tomamos mais cuidado e não agimos tanto por impulso.


(Fui convidada para ser colunista do site Mais 1 Livro e este é meu post de estréia! A coluna Marketing Literário funcionará a cada quinze dias, acompanhe aqui.)

UP! Esse post apareceu no site Livros Só Mudam Pessoas, veja aqui

Novas tecnologias

Tablets e LivrosUm novo meio de divulgação dos livros vêm sendo noticiada nos últimos meses, são os tablets, uma nova tecnologia que permite ler livros digitais em qualquer lugar, entre outras funções. O que mais chama a atenção nesse novo meio são as oportunidades. Está se falando muito em novos escritores que, por não terem verba para se lançarem no meio impresso, estão se lançando no meio digital com essas novas tecnologias.

Isso é uma novidade muito boa pra nós que gostamos de ler, é uma oportunidade de conhecer gente nova e muito boa escrevendo por ai, e tal divulgação só é dada por meios independentes, como a internet, celulares e os próprios tablets. A internet em si já está auxiliando muitos escritores que estão divulgando seus trabalhos online e ficando famosos por isso, algumas vezes até facilitando um contato com editoras grandes.

A internet tornou muito maior o público alvo de novos escritores e isso não se restringe apenas a isso, temos também caso de músicos que ficaram famosos por causa da internet e também atores que surgiram por suas aparições em vídeos. Veincular qualquer coisa online é possível, uma vez que o meio aceita sendo boa ou ruim, mas também apresenta uma grande oportunidade para gente boa mostrar sua marca e sua cara.

Temos somente a ganhar com esses novos meios de divulgação de escritores e com o advento dos meios de comunicação. As notícias são dadas instantaneamente, muitas vezes antes mesmo dos grandes veículos as darem, já ficamos sabendo do que acontece por Twitter, Facebook e blogs, e essa instantaneidade também funciona para conteúdos escritos que nos chegam muito mais facilmente e rapidamente.

Todas as informações estão na palma da nossa mão com celulares e tablets, basta apenas busca-las nos lugares certos que certamente teremos mais conteúdo e mais coisa boa bombando por aí.

Os livros e as cidades

Os livros podem nos fazer conhecer novos locais apenas na imaginação. Mas e quando o livro  trata de um local real, uma cidade ou país que consta no mapa? Algumas cidades ficam famosas por causa de histórias, como é o caso da Translvânia e outras.

Muitos livros nos fazem ter vontade de conhecer países e cidades presentes neles, como é o caso de Roma, Índia e Bali, presentes no livro Comer, Rezar e Amar, que posteriormente virou filme homônimo. O livro conta sobre a busca da autora de se encontrar passando por essas cidades e se transformando nelas. Essas cidades são reais e nos são apresentadas de maneira agradável pela autora e nos aguçam a vontade de viajar para poder viver um pouco do que a autora viveu nesses lugares.

As cidades podem se valer dessa visibilidade para aumentar o número de turistas e usar os livros, best sellers, para incentivar as pessoas a conhecerem suas cidades e a viverem o que o autor ou personagem viveu pelo menos em parte, com a gastronomia citada ou os locais visitados por eles nos livros. 

Os livros, como demoram mais tempo para serem lidos do que os filmes para serem vistos cativam mais o leitor e fazem com que os personagens façam parte da nossa vida por mais tempo e por isso demostram um retrato maior e mais fiel das cidades e nos fazem de fato querer conhecer o local para podermos assim nos “encontrar” com os personagens que tocaram nossas vidas tão a fundo.