Espaço destinado à discussão entre o marketing e a literatura. Também uma visão muito particular dos livros que ando lendo.
Mais informações sobre a autora:
Cristiane, publicitária e aficcionada por livros.
Catching Elephant is a theme by Andy Taylor
Recentemente vi que há, além das publicações individuais em tablets e internet, uma nova maneira de publicação chamada POD, print on demand, que seria mais uma maneira de se evitar o grande desperdício que ocorre nas editoras quando o livro não tem a saída esperada ou eventuais erros de revisão, diagramação, etc. O serviço funciona assim: você entra no site da editora (ou qualquer outro meio, até mesmo um aplicativo) e escolhe o formato que quer o livro, quer seja impresso ou cópia digital e o recebe por email ou correio.
Esse novo jeito é muito bom pois facilita eventuais correções na edição, uma vez que é mais fácil corrigir no meio digital do que ter que reimprimir uma edição inteira. Esse método economiza dinheiro, uma vez que o que é encomendado é o que já está, em tese, vendido.
Mas também há um fator negativo uma vez que você não vê mais o livro que vai comprar, não tem uma noção da obra inteira, como tem na livraria. E também um outro problema que há é que muitas pessoas não vão conhecer o livro uma vez que ele não está no ponto de venda e somente é vendido pela internet. Esse método depende então muito mais do boca a boca, de recomendações de outras pessoas do que o meio convencional.
Uma solução para que esse problema não ocorra seria colocar alguns exemplares nas livrarias e recomendar que o leitor encomende pelo site, mas também ai há um problema, uma vez que a pessoa teria que entrar no computador e encomendar, algo mais trabalhoso do que ir até a livraria e sair de lá com o livro na mão.
O que tem que ser feito é uma compra racional por parte das livrarias, para que não falte e nem sobre livros que não vendem tanto e que todos os produtos que estão lá tenham saída, ou pelo menos a maioria deles.
Nunca li um livro assim tão triste e belíssimo ao mesmo tempo. Um dia de David Nichollsé um daqueles livros que você lê e fica pensando por um bom tempo em como ele é parecido com a vida, em como podemos ver nossas vidas, nossos medos e nossa história contada nele.
Todos temos um pouco de Emma e um pouco de Dexter. O medo do futuro e do que pode acontecer parece se desfazer diante dessa narrativa linda e ao mesmo tempo triste, triste e triste como a nossa vida pode ficar com uma certa nostalgia com o passado.
Também há uma grande reflexão no livro, o que deve ser dito para que aconteça aquilo que tanto desejamos e o livro nos faz refletir exatamente sobre isso, sobre o que sentimos e o que devemos dizer sobre isso para a pessoa amada e não deixar a nossa vida por conta do destino somente.
O livro também é diferente, não é uma narrativa linear, conta retratos da vida deles, durante vinte anos, partindo do dia que se conheceram até o final da história, esses retratos dão a ideia de como a nossa vida também muda muito em um ano apenas e como continuamos com a mesma essência e com os mesmos receios.
Um dia é sem dúvida um dos livros mais lindos que já li mas também a vontade de chorar a cada página é praticamente incontrolável.
Assim como há os livros que viram filmes há também os livros que viram séries de TV. Acredito que nas séries de TV há mais espaço para se ser fiel à obra do que no cinema uma vez que há mais horas de gravação então há espaço para mostrar quase tudo o que foi dito no livro, mas aqui também há uma ressalva.
Dos livros que eu li e que viraram séries, devo admitir, embora já tenha defendido a qualidade superior dos livros em relação aos filmes, que quando o caso é série, os livros perdem de longe, salvo algumas exceções. E digo isso exatamente por causa do tempo, alguns livros não conseguem capturar todo o potencial de alguma personagem como se consegue em uma série que dura um ano no mínimo.
Mas também os livros são um reino tão fértil para a imaginação de qualquer um que eles podem virar praticamente qualquer coisa. Desde o mais simples, como uma reportagem, um blog, um site, um filme, série ou até mesmo uma música, que dura não mais que cindo minutos, pode ser integralmente baseada em um livro, como a musica que o Chico Buarque fez sobre o livro Cem anos de solidão , do Gabriel Garcia Marquéz.
Fora isso há todas os outros produtos que podem ser feitos a partir de um livro, como livros pop-ups, roupas e acessórios, e até mesmo games, um campo muito grande que pode ser aproveitado por várias indústrias.
Recentemente li o livro O homem de Beijing, que narra a história de uma chacina cruel ocorrida em uma aldeia, na qual somente três pessoas sobrevivem, sem nenhuma explicação lógica, mas o mais legal de ler o livro são os motivos que estão por trás desse crime brutal, que é algo muito maior do que se poderia imaginar.
Isso nos leva a refletir sobre a própria vida, quantas vezes na vida não nos deparamos com algo que achamos que sabemos do que se trata e quando vemos não é nada daquilo, achamos que temos tudo solucionado mas na verdade aquele pequeno acontecimento que mudou nossas vidas, ou de fato não mudou, é sintoma de algo muito maior do que você e do que a própria vida.
Acredito que a grande lição desse livro é mesmo essa, é ver que por trás de algo que acontece pode ter algo muito maior, seja essa coisa o que for, não uma chacina propriamente dita, é claro.
As vezes alguém que cruzamos na rua muda totalmente o curso de nossas vidas e nunca mais a vemos mas naquele dia, de alguma forma, nossa vida mudou para sempre e só nos damos conta muito tempo depois.
Todo livro tem a missão de nos ensinar alguma coisa, passar alguma mensagem, mesmo que não esteja clara o suficiente ou que não estejamos prontos para entendê-la.
Quando li Cem anos de solidão do Gabriel Garcia Marquez, me assustei com a primeira passagem em que é falado sobre os tapetes voadores que eram vendidos por ciganos em Macondo, cidade onde se passa o livro. Me assustei por que meu primeiro pensamento foi, “tapetes voadores, como assim?” e ai percebi que estava me baseando no meu mundo, no mundo real e não no mundo do escritor.
O mundo do escritor é outro, nele vale tudo, tapetes voadores e até mesmo animais fantásticos, bruxos e outras coisas que são estranhas no mundo real mas dentro da imaginação de quem produz o livro cabe um mundo inteiro, um mundo a parte do nosso, um mundo real e verdadeiro.
Por isso é importante ler livros sem nenhum preconceito e nenhuma opinião formada porque o que é mentira no nosso mundo é real no mundo imaginário, e porque não pode ser real para quem vive isso dentro do livro? Muitos livros já foram escritos sobre leitores que entram dentro deles para viver o que os personagens vivem, por pura curiosidade.
Porque não podemos nós mesmos nos livrar das amarras de nossa consciência e entrar no mundo fantástico de outras pesssoas?
Existem muitos livros que abordam a metalinguagem, um livro que fala de um livro. Um bom exemplo é Coração de Tinta, de Cornelia Funke, que baseia sua história em seres que viram de livros para o mundo real.
Isso ocorre porque os livros geram em nós uma grande fascinação, temos a impressão que algo ocorre lá dentro uma vez que quando abrimos o livro já está tudo pronto pra gente ler, como se a história estivesse acontecendo somente para nós naquele momento em especial.
Temos os livros que tratam de histórias que de fato aconteceram, como biografias ou livros de história mundial ou nacional mas o que mais fascina e nos faz ter ilusões são os livros que tratam de fantasia, de ambientes que não são reais e de cidades e personagens fantásticos e com poderes especiais.
Não é de se estranhar que tenham tantos livros que tratam de histórias fantásticas tenham virado filmes porque sua influência na mente das pessoas é tamanha que não nos basta imaginar, temos que ver e sentir aquilo que está escrito. E é em busca desse sentir que surgem os parques temáticos como o Jurassic Park e o parque do Harry Potter na Disney.
Somente com parques e filmes podemos sentir mais a história e a fazer real. E somente com livros podemos tentar entender sua magia enigmática.
(Este post faz parte da Coluna Marketing Literário no Mais1Livro, veja Aqui o post.)
Atualmente ando sem inspiração e sem tempo de escrever aqui, por isso abandonei um pouco o blog. Mas essa falta de inspiração não acontece somente conosco, meros mortais, acontece também com grandes autores.
A falta de inspiração pode ser facilmente solucionada, lendo sobre assuntos relativos aos que se está escrevendo ou até mesmo assuntos que não são em nada relacionados com o que se escreve mas que de vez em quando servem de inspiração. As melhores são aquelas que surgem quando a gente menos espera, basta somente estarmos com a mente aberta para ver um assunto interessante para ser escrito.
Além dela muitos outros fatores interferem na criatividade de um escritor, como sair da rotina que ele teve pré estabelecida para escrever ou eventos que por ventura influenciam no seu emocional.
Sempre o problema é começar a escrever, uma vez começado, ele flui facilmente…
Sempre quando via em filmes eu achava uma ideia muito legal participar de clubes do livro, porém nunca tinha achado nenhum aqui no Brasil que eu pudesse participar. Até que eu vi no Twitter que a Companhia das Letras e a Livraria Saraiva estavam organizando um. Prontamente me inscrevi e recebi um email com mais informações, como o titulo e o local exato. O livro foi o Príncipe do Nicolau Maquiavel e o local foi no Shopping Paulista.
Achei muito bem organizado, gostei bastante de ter participado de uma iniciativa pioneira da Companhia. Como o clube do livro é deles e da Penguim, somente serão trabalhados títulos dessas duas bandeiras, o que aumenta as suas vendas bem como a fidelidade com a marca da editora.
Mas aí a pergunta que me vem a cabeça é se existe fidelidade à uma editora, visto que, com exceção aos textos clássicos de domínio publico, não encontramos o mesmo autor publicando em duas editoras ao mesmo tempo. O mais provável que acontece é você se fidelizar ao autor e ao seu jeito de escrever, visto que a maioria das editoras não se restringem a um gênero apenas. Acredito que a maior preocupação das editoras seja atrair autores vendáveis mais do que fidelizar sua marca como editora na mente do consumidor.
E atraindo leitores vendáveis as editoras consequentemente fazem seu nome como editora de livros de qualidade, como por exemplo a já citada companhia que me acompanhou desde pequena com livros que lia na escola, como por exemplo Lá vem a História e muitos outros que me contribuíram a minha paixão e até hoje muitos dos meus preferidos são dela, como os de Fernando Pessoa.
A maior preocupação das editoras deve ser conseguir autores bons e vendáveis para fazer seu nome no mercado e consequentemente, atrair mais autores vendáveis com seu nome forte como editora.
Antes de comprar um livro sempre sento e procuro ler um pouco do livro, para ver se ele me encanta e se a leitura é fácil e gostosa.
Hoje fui me sentar para ler na Saraiva do Shopping Paulista, na parte dos livros jurídicos, que tem quatro cadeiras de escritório e uma mesa, o que facilita muito a leitura de livros e revistas, inclusive tem ali na mesa alguns exemplares de Veja para leitura.
Foi a primeira vez que me sentei lá e devo admitir que foi uma experiência muito agradável uma vez que é um local mais reservado e propício para a leitura. Sempre me sento nas poltronas no meio dos corredores mas elas são incomodas e devido ao alto fluxo de pessoas, a leitura fica mais distraída. Na livraria Cultura também há poltronas mas também são no meio da circulação das pessoas e para quem se distrai fácil também não é uma boa opção.
Não acho que a livraria tenha que ser igual a uma biblioteca, silenciosa para lermos os livros mas acho que ter a oportunidade de ler um livro antes influência muito na hora da compra, e lê-lo com calma em um local mais reservado nos ajuda muito mais a ficar com mais vontade de ler o livro. Por exemplo hoje eu fiquei cerca de duas ou três horas lendo na escrivaninha onde li uma boa parte do livro e acabei levando o livro para ver o que vai acontecer.
Sentar para ler auxilia muito na hora da compra, pena que não podemos fazer isso sempre, por falta de tempo ou local adequado.
Saiu no Jornal O Estado de São Paulo um roteiro para os sebos de São Paulo, além de fazer um roteiro com mapas e fotos, também há dicas de clubes de livros.
Veja Aqui
Vale a visita para quem está nesse friozinho em São Paulo.